A comunicação ilícita em presídios está, pela 6ª vez, na ‘mira’ da Polícia Penal. Deflagrada nesta quarta-feira (20) em todo o país, a nova fase da Operação Mute visa retirar, ao menos, 5,5 mil celulares das unidades prisionais. Em Mato Grosso do Sul, as atividades começaram na Máxima, em Campo Grande.
A ação visa, ainda, combater a violência no Brasil, uma vez que encerra a comunicação ilícita entre os detentos e o mundo externo.
Pavilhões e celas estão sendo revistados com suporte operacional do Cope (Comando de Operações Penitenciárias) para retirada de presos e garantia da segurança dos serviços.
Em MS, a operação é supervisionada pela Gisp (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário) e pela Diretoria de Operações da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário). Ao todo, foram 66 policiais penais responsáveis pela contenção, segurança e inspeções nas celas.
O resultado oficial da operação será divulgado pela Senappen. Nas cinco fases anteriores da Mute, foram mobilizados 714 policiais penais em Mato Grosso do Sul, com vistorias realizadas em 275 celas distribuídas em 24 presídios.
Além disso, ocorreram transferências estratégicas de aproximadamente 30 lideranças do crime organizado.
Operação Nacional
Conforme divulgado pela Senappen, somando o resultado das cinco fases anteriores, a Operação Mute poderá ao final da sexta fase, chegar em um número superior a 5,5 mil celulares apreendidos.
O número de policiais penais envolvidos na operação também chama a atenção e poderá chegar a 20 mil agentes em atuação em mais de 350 unidades prisionais onde estão custodiados mais de 350 mil pessoas privadas de liberdades.