A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) realizou um mapeamento que revela um aumento nos casos de dengue e Chikungunya nas áreas rurais do estado. O levantamento visa identificar focos de transmissão e permitir que as equipes municipais implementem medidas de controle mais direcionadas.
Segundo Jéssica Klener, gerente de Doenças Endêmicas da SES, a identificação precisa dos focos é essencial para ações rápidas e específicas, ajudando a reduzir os impactos das doenças. A ampliação dos casos nas áreas rurais preocupa, pois o grande território dessas regiões dificulta o controle.
De acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), os casos de dengue estão distribuídos em 19 assentamentos, 17 aldeias e 130 fazendas e sítios. As maiores concentrações de casos ocorreram nos municípios de Miranda, Aquidauana, Sete Quedas, e outros.
Em relação à Chikungunya, as cidades com maior número de casos são Maracaju, Tacuru e Dois Irmãos do Buriti. A doença também causou um óbito na zona rural de Dois Irmãos do Buriti.
A secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, destaca a importância de um mapeamento detalhado para alocar recursos de forma eficiente. Ela também reforça que a colaboração da comunidade é fundamental para o controle do mosquito Aedes aegypti.
A SES orienta os municípios a intensificarem campanhas de conscientização e a realização de mutirões para eliminação de focos, além de reforçar o atendimento nas áreas mais afetadas. O monitoramento continuará, com foco na prevenção e controle das doenças.